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Presidente da Moderna prevê que as vacinas terão problemas com a ômicron

O principal executivo do laboratório americano Moderna, que fabrica uma das vacinas contra covid a partir da mais moderna plataforma de mRNA, afirmou que os produtos existentes devem ser menos eficazes contra a nova variante ômicron que contra a delta.

A avaliação se baseia nos mesmos sinais já levantados sobre cientistas: o alto número de mutações da ômicron na proteína S (de spike, ou espícula), usada pelo Sars-Cov-2 para entrar nas células humanas.

É com base na sequência genética do coronavírus que os imunizantes são feitos, e, se o mutante é muito diferente de variantes anteriores, existe o potencial de que ele escape das defesas do corpo.

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A rápida disseminação da variante em países do sul da África também sugerem que as vacinas existentes não sejam tão eficazes, disse Stéphane Bancel ao jornal britânico Financial Times.

“Acho que haverá uma queda substantiva [de eficácia]. Não sei de quanto, pois precisamos esperar os dados. Mas todos os cientistas com que falei estavam na linha do ‘Isso não está com boa cara’ “,

afirmou.

Segundo o executivo francês, os resultados de testes sobre a eficácia dos atuais imunizantes devem levar ainda duas semanas. Ele afirmou também que uma adaptação da vacina levaria alguns meses -mesma previsão feita pela BioNTech, que desenvolveu com a Pfizer a outra vacina mRNA.

Uma vez desenvolvidas, elas deverão ter seu processo de aprovação acelerada na Europa, afirmou nesta terça (30) a diretora da EMA (agência regulatória), Emer Cooke, em audiência na comissão de saúde do Parlamento Europeu.

“Sabemos que os vírus sofrem mutação e estamos preparados”, afirmou, citando regulamentos de “via expressa” aprovados no começo deste ano.

Cooke ressaltou porém que ainda é cedo para dizer se será preciso alterar a vacina para combater a ômicron.

A agência europeia também espera autorizar neste mês uma nova vacina contra Covid, produzida pela Novavax, e deve publicar recomendações sobre possíveis combinações entre diferentes imunizantes nas doses de reforço, que estão sendo aceleradas na Europa.

Apesar das várias dúvidas ainda em aberto sobre ômicron, autoridades de saúde têm ressaltado que a forma de se precaver contra ela é a mesma já conhecida e comprovada contra outras variantes: evitar aglomerações, contatos e locais fechados, manter a higiene, usar máscara e isolar-se e testar-se se tiver sintomas, entre outros.

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