OMS aprova uso emergencial da vacina Coronavac
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira, 1º, a aprovação de uso emergencial da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A informação foi antecipada pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Para integrantes do governo brasileiro, isso abre caminho para que outros países aceitem a entrada de pessoas vacinadas com as duas doses do imunizante contra a covid-19, com a abertura de fronteiras esperada para os próximos meses. A validação oferece aos países, financiadores, agências de compra e comunidades a garantia de que atende aos padrões internacionais de segurança, eficácia e fabricação.
Outro efeito da aprovação da vacina – que já é amplamente utilizada no Brasil – pela organização é que o País poderá receber doses do imunizante por meio do Covax Facility, consórcio organizado pela OMS. Hoje, o Brasil recebe doses da Pfizer e da Astrazeneca por meio do programa, que reforçam as compras diretas e a produção local de vacinas. A Lista de Uso de Emergência da OMS é um pré-requisito para o fornecimento de vacinas pelo consórcio e para negociações internacionais. PARA ENTENDERComo funciona a CoronavacCoronavac é produzida com vírus inativados do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que induziriam o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a doença
“O mundo precisa desesperadamente de várias vacinas contra a covid para lidar com a enorme desigualdade de acesso em todo o mundo”, disse a diretora geral assistente da OMS para Acesso a Produtos de Saúde Mariângela Simão. “Pedimos aos fabricantes que participem do Covax Facility, compartilhem seu conhecimento e dados e contribuam para o controle da pandemia”.
Além de avaliar a qualidade, segurança e eficácia das vacinas contra a covid, a lista de uso emergencial da OMS analisa planos de gestão de risco e adequação programática, como requisitos de rede de frio. Isso é realizado por um grupo de especialistas de todo o mundo. No caso da Coronavac, a avaliação do órgão incluiu inspeções no local das instalações de produção.
Com base na análise, a OMS recomenda a vacina para uso em adultos de 18 anos ou mais, em um esquema de duas doses com espaçamento de duas a quatro semanas. Os resultados da eficácia da vacina mostraram que o imunizante preveniu doenças sintomáticas em 51% dos vacinados e evitou casos graves e hospitalizações em toda a população estudada.
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Embora os ensaios clínicos da Coronavac tenham incluído poucos adultos com mais de 60 anos, a OMS não estabelece um limite máximo de idade para a vacina. Segundo o órgão, os dados coletados em vários países e as informações de imunogenicidade sugerem que o imunizante provavelmente tenha um efeito protetor em relação ao coronavírus em idosos também.
O primeiro imunizante a ter aprovação emergencial da OMS foi o da Pfizer/BioNTech, no último dia de 2020. Em 15 de fevereiro, foi a vez da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, a principal aposta do governo federal para a imunização da população brasileira.
No dia 12 de março, a entidade anunciou a aprovação para a vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, na sua relação de imunizantes “seguros e eficazes” contra a covid-19. Em abril, foi a vez da Moderna.
No início de maio, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês) da OMS concedeu autorização de uso emergencial à vacina da farmacêutica chinesa Sinopharm.
Estadão
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