Neste domingo (02), à noite, foi aberto o 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), no Centro de Convenções de João Pessoa. A Paraíba será destaque no evento que ocorrerá até a próxima quarta-feira (05), por meio de ações de Vigilância em Saúde. Entre as experiências, estão os trabalhos “Adesão à vacinação contra a dengue entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na Paraíba: análise do período de implantação da vacina Qdenga (2024–2025)”, desenvolvido pela equipe do Núcleo Estadual de Imunizações e “Perfil epidemiológico dos casos diagnosticados com o vírus linfotrópico de células T humanas no Estado da Paraíba (2024–2025)”, apresentado pela equipe do Núcleo de IST/Aids. Também será apresentada uma série de pesquisas conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB).
O evento terá como tema “Mudanças climáticas e impactos nas doenças tropicais”. O secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, disse que o evento é um marco histórico para a saúde pública da Paraíba e falou da importância do tema do Congresso. “Falar de mudança climática é falar do maior desafio para qualquer gestor público da atualidade e isso não interfere somente nos órgãos ligados ao meio ambiente. Quando falamos no assunto, estamos falando de Zika, Chikungunya; de síndromes respiratórias agudas graves que não só estão sendo acometidas em períodos sazonais e perdurando no ambiente pediátrico durante todo o ano. É sobre esse desafio que a gente está aqui para discutir e para gerar bons frutos. E por falar em frutos, assim como cantou muito bem a nossa orquestra sanfônica a música Joia Rara, de Tom Oliveira, espero que esse evento deixe frutos que o tempo e a história não consigam apagar”, destacou.
O secretário – que representou o governador no evento – disse que o chefe do Executivo pediu para ele dar uma boa notícia. “Tenho o prazer de anunciar que já iniciamos as obras da nova sede do Laboratório Central da Paraíba (Lacen-PB); serão investidos R$ 17 milhões de reais na construção da nova sede da Escola de Saúde Pública e ainda está sendo implantado o nosso Centro de Inteligência Estratégica Estadual em Saúde da Paraíba – CIEGES. Tudo que construirmos e for discutido aqui, só vai fazer diferença na vida das pessoas se houver decisão política de executar as propostas e se tivermos dados. O nosso CIEGES está pronto para ser entregue e muito em breve a Paraíba vai colher esses e outros frutos”, pontuou.
O presidente do Congresso, Sinval Brandão – que é paraibano – lembrou que o evento já havia ocorrido na Paraíba há 47 anos. “Na época, o evento foi presidido pelo professor da UFPB, Marco Aurélio Barros, que desenvolveu estudos sobre a Doença de Chagas no estado, nos anos 70. A Paraíba tem tradição de destaque na história dos estudos das doenças tropicais em nosso país. Foi aqui no sertão, na antiga cidade de Misericórdia – nome antigo de Itaporanga – que outro professor, o grande Samuel Pessoa esteve em 1953, para uma expedição relevante visando verificar a esquistossomose nessa região, dando inúmeras contribuições à parasitologia médica no Brasil, formando mais que um grupo de pesquisa, uma escola de professores brilhantes que continuaram seu legado de reconhecimento internacional neste campo do conhecimento”, informou.
O MEDTROP 2025 conta com mais de 3 mil trabalhos submetidos, 5 conferências magnas, 99 mesas-redondas, 66 miniconferências, minicursos e oficinas de trabalho. Além disso, acontecerão três eventos satélites: a 40ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e 28ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses (ChagasLeish 2025); o XII Workshop Nacional da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose REDE-TB e o 10º Fórum Social Brasileiro para Enfrentamento de Doenças Infecciosas e Negligenciadas.
Sobre o MEDTROP
O MEDTROP é reconhecido por sua abordagem multiprofissional, reunindo especialistas de diversas áreas para propor soluções integradas aos principais desafios das doenças tropicais. O evento promove discussões sobre temas cruciais para a vigilância em saúde nos estados e municípios, com a participação de especialistas nacionais e internacionais, além de técnicos dos programas de controle do Ministério da Saúde, que compartilham experiências e debatem questões atuais da agenda de vigilância
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